segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A PORTA DA FÉ

                                           

A  PORTA DA FÉ  

O Papa Bento XVI, solenemente, inaugurou o Ano da Fé - convocação à Igreja Católica no mundo inteiro, aos homens e mulheres de boa vontade - no dia 11 de outubro de 2012. Esta data é muito importante na história bimilenar da Igreja Católica. Em 11 de outubro de 1962, o Bem-Aventurado João XXIII inaugurava o Concílio Vaticano II, que reuniu bispos do mundo inteiro ao longo dos anos seguintes e foi concluído em 7 de dezembro de 1965, pela figura também admirável do Papa Paulo VI. A abertura do Ano da Fé coloca a Igreja Católica no esplendoroso e desafiador horizonte que o Concílio Vaticano II desenhou para seu caminho missionário. Um horizonte que permanece rico e atual, exigindo um debruçar-se sobre suas fontes, os riquíssimos documentos conciliares, para acertar o passo da Igreja no mundo, sua abertura e competência dialogal.  Celebrar o Concílio Vaticano II é renovar o coração da Igreja com a novidade do Evangelho e cumprir a tarefa missionária que o seu Senhor e Mestre, Jesus Cristo, a confiou: fazer de todos seus discípulos.

Neste primeiro ano de celebrações e nova escuta dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, com a vivência do Ano da Fé, é tempo para avaliar os diferentes caminhos na evangelização da cultura e o sentido que a humanidade está dando para a vida, seu destino e suas razões. Na homilia da Celebração Eucarística conclusiva do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI pôs a questão que agora, na festa do cinquentenário desse magnífico evento, deve ecoar nas mentes com ainda mais força: qual foi  a importância religiosa do Concílio? Nesse exercício, é oportuno pensarmos em nosso relacionamento com Deus. Pensarmos na razão da existência da Igreja e qual espaço dedicamos à fé. Pensarmos sobre o que a Igreja é, o que faz, sua esperança, seu amor. É hora de avaliar para fazer os ajustes devidos e os alinhamentos inadiáveis no caminho da Igreja missionária e servidora do Evangelho no mundo, como frisou o Bem-Aventurado João XXIII, na inauguração do Concílio Vaticano II: “O que mais importa ao Concílio é que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz”. 

A Igreja fez este caminho, de 1962 a 1965, e o fará agora, durante o Ano da Fé. A Igreja quer, como disse o Papa Paulo VI naquela homilia de conclusão do Concílio, pensar sobre si mesma para melhor se conhecer, melhor se definir e, consequentemente, melhor dispor os seus sentimentos e seus preceitos. A Igreja fez este caminho conciliar e o faz agora, refletindo o íntimo de sua consciência, não como ostentação de pura cultura terrena, nem para se comprazer de eruditas análises sobre a psicologia religiosa, sobre a história, para reafirmar os seus direitos ou para formular suas leis. Como naquele memorável acontecimento, o Concílio Vaticano II, hoje a Igreja Católica está consciente do quanto precisa, conforme afirma o Papa Paulo VI, “encontrar em si a palavra de Cristo, viva e operante no Espírito Santo, para sondar mais profundamente o mistério, ou seja, o desígnio e a presença de Deus, fora e dentro de si”. Nesta jornada, sublinha o Papa, a Igreja busca “renovar em si a chama da fé, que é o segredo de sua segurança e de sua sabedoria, e reavivar o fogo do amor que a obriga a cantar sem descanso os louvores de Deus”. 

Esta é a hora bendita de reavivar a chama da fé, de modo autêntico e fecundo, e convidar a humanidade inteira a encontrar, como diz Santo Agostinho, aquele Deus “de quem afastar-se é cair, a quem dirigir-se é levantar-se, em quem permanecer é estar firme, a quem voltar é renascer, em quem habitar é viver”. O Ano da Fé, 11 de outubro deste ano a 24 de novembro de 2013, é a sábia indicação e convocação do Papa Bento XVI, enriquecida pela 13ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, em curso no Vaticano, para abrir à humanidade, às diferentes culturas e segmentos, a porta da fé. 

Seguindo o exemplo do apóstolo Paulo, que pregava a Palavra de Deus ancorado no testemunho, sustentado pelo Espírito Santo, é hora de rever, modificar, tirar, substituir, aprofundar e qualificar o modo de ser.  Assim, consegue-se o êxito da proeza missionária do apóstolo de abrir a porta da fé aos que estão distantes e qualificar os que nela vivem como encontro pessoal com Jesus Cristo. Vivemos agora a esperançosa oportunidade de rever, avaliar, escutar, planejar, de modo novo e eficaz, para, conforme indicação do Papa Bento XVI, corresponder à exigência de redescobrir o caminho da fé. Assim, ilumina-se a possibilidade do encontro pessoal com Jesus Cristo. É o momento, ensina o Papa, de dar ao tecido cultural, com consequências sociais, políticas e humanitárias, o que só o encontro com Cristo pode proporcionar e garantir. O Ano da Fé convoca todos a voltarem, de modo mais convincente e existencial, a Jesus Cristo, para estar com Deus, na força do Espírito Santo. Os programas, celebrações, vivências, planejamentos, estratégias e dinâmicas têm a exigente tarefa de abrir a porta da fé.  
Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Bom Despacho, cidade de Fé!


Bom Despacho, cidade de Fé!


"Em 1832, foi instituída a Paróquia de Bom Despacho pertencente à vila de Pitangui. A vinda da família real para o Rio de Janeiro em 1808, a elevação do Brasil à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves e, posteriormente, a proclamação da independência nacional em 1822, certamente facilitaram o reconhecimento de Bom Despacho como núcleo eclesiástico independente. A Paróquia teve como primeiro vigário o padre Francisco de Paula Gonçalves.
A Paróquia de Bom Despacho foi uma das localidades mineiras que recebeu um grande contingente de imigrantes italianos, modificando sua estrutura e trazendo um período de crescimento e desenvolvimento. Dentre eles, destacou-se o padre Nicolau Ângelo del Duca, vindo da Província de Salermo, e que exerceu grande liderança na região." (Livro de Ouro Bom Despacho: 100 anos)

A paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho comemora 180 anos de sua ereção canônica, tempo áureo para redermos louvores e recordarmos toda a sua história de fé e compromisso na formação cristã, política e social dos bom-despachenses que, desde o início da formação da pequena Vila do Picão, suplicavam a intercessão e confiavam-se à mão estendida de Nossa Senhora do Bom Despacho as abundantes graças e bênçãos. 

Hoje bradamos à Virgem do Bom Despacho que continue a interceder lá do céu por copiosas bênçãos sobre toda Bom Despacho, na qual ela é sempre aclamada como 'rainha, patrona e titular'. De modo especial suplicamos sua intercessão sobre as quatro Paróquias de nossa cidade e sobre os Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, para que continuem sendo pastores zelosos do povo de Deus e que os impulsione e os motive através da ação missionária-eucarístico-mariana!

Viva a Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho!

Felipe   Cunha 



BOM DESPACHO

BOM DESPACHO !

Localizada no Oeste de Minas, a 156 quilômetros de Belo Horizonte, a cidade fica a 768 metros de altitude. Encontra-se na região do alto São Francisco e é banhada pelos rios São José e Picão das lagoas. Esta região abrange as nascentes do Rio São Francisco atingindo o Lago de Três Marias.
Bom Despacho destaca-se pela cultura, beleza, artesanato e hospitalidade de seu povo sendo que, nas lavouras, é o milho que apresenta maior expressão. Quase mil estabelecimentos comerciais oferecem produtos diferentes para a população. Possui fábrica de tecidos e indústria de extração e beneficiamento de minerais.
A maioria de sua população é de origem lusitana. Os descendentes de africanos são parte expressiva da população, como também os descendentes de alemães, austríacos, libaneses, italianos e espanhóis.
Nos registros de suas histórias, diz à lenda que o primeiro morador do ‘Vale do Picão’ foi o português Manoel Picão Camacho, por volta de 1730. Esses registros mostram, contudo, que, aproximadamente em 1720, um grupo de rebeldes comandados por Domingo Rodrigues do Prado cruzou o território. Entre 1730 e 1740, vários sertanistas estiveram na região. Em 1736, o governador Freire de Andrade autorizou a abertura de um caminho entre Pitangui e Paracatu, passando pelas terras do atual município. Surgiram, então, os primeiros povoadores, entre os quais: Domingos Luís de Oliveira, Manoel Ribeiro da Silva e o Padre José Hermenegildo Vilaça. Luís Ribeiro da Silva, o dono da Sesmaria à qual as terras de Bom Despacho pertenciam, ergueu uma capela, em 1767, sob a proteção de Nossa Senhora de Bom Despacho. Em torno da capela, foi se formando o povoado e, em 1820, a capela foi ampliada e elevada à condição de matriz. Bom Despacho foi elevado a distrito em 1832, ratificado em 1891. Em 1911, passa à categoria de município, tendo a comarca sida instalada em 1936.
A cidade de Bom Despacho vem descobrindo uma grande fraternidade com a cidade de Vila Verde, em Portugal. A história conta que um peregrino saiu de Portugal para ir às minas de Bom Despacho, no Brasil, buscando ouro para a construção de um altar, dedicado à Nossa Senhora do Bom Despacho. A partir deste fato histórico, as trocas culturais entre as duas cidades se tornaram cada vez mais significativas, com importantes oportunidades para desenvolvimento mútuo.
A padroeira da cidade, como não poderia deixar de ser, é a Nossa Senhora do Bom Despacho, muito conhecida em Portugal como a Senhora do Sol. Por esse motivo, Bom Despacho também é chamado de Cidade da Senhora do Sol.

domingo, 16 de setembro de 2012

Você conhece ?
Sra. Silvana Mascarenhas Hadad
Benfeitora da reconstrução da Capela do Senhor Bom Jesus da Cruz do Monte !

blog Cruz do Monte

                              

sábado, 15 de setembro de 2012

Exaltação da Santa Cruz!


Exaltação da Santa Cruz!
                     A Cruz, sinal do mais terrível entre os suplícios, é para o cristão a árvore da vida, o tálamo, o trono, o altar da nova aliança. De Cristo, novo Adão adormecido na cruz, jorrou o admirável sacramento de toda a Igreja. A cruz é o sinal do senhorio de cristo sobre os que no Batismo são configurados a ele na morte e na glória (cf. Rm 6,5). Na tradição dos Santos Padres, a cruz é o sinal do Filho do Homem que comparecerá no fim dos tempos (cf. Mt 24,30). A festa da Exaltação da Cruz, que no Oriente é comparada àquela da Páscoa, relaciona-se com a dedicação das basílicas constantinianas construídas no Gólgota e sobre o sepulcro de Cristo.
Oração:  Ó Deus, que para salvar a todos dispusestes que o vosso Filho morresse na cruz, a nós que conhecemos na terra este mistério, dai-nos colher no céu os frutos da redenção.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 
 Fonte: Missal Romano 
Foto: Cruz do Monte - Bom Despacho 

Capela da Cruz do Monte


Capela da Cruz do Monte, patrimônio religioso e cultural ! 

A Capela do Senhor Bom Jesus da Cruz do Monte foi edificada por iniciativa da Sra. Silvana Mascarenhas que contou com a participação e o apoio de vários benfeitores, comerciantes e da Prefeitura Municipal através da pessoa do prefeito da época o Sr. Célio Luquine e do ex-vereador o Sr. Francisco Araújo Lopes Cançado Filho.

A Capela então construída tem hoje a finalidade de despertar em todos os moradores e visitantes momentos de tranquilidade, meditação e de encontros pessoais com Deus através do silêncio e da espiritualidade. Nos fazendo lembrar que a devoção e a religiosidade popular são consideradas como marcos principais no início da colonização portuguesa e afrodescendente de nossa Bom Despacho.

A Capela atual trata-se de uma obra de alvenaria, edificada com materiais de uso atual. Não possui nenhuma peça da Capela colonial anterior que pela ação do tempo foi destruída entre os anos de 1940 aproximadamente. Mesmo assim a reconstrução da Capela e a conservação do antigo cruzeiro é uma tentativa de redescobrir, admirar e conservar a história da antiga Vila de Nossa Senhora do Bom Despacho do Picão.

Do alto do Monte onde está situada a capela é possível ter uma das mais belas vistas da cidade e de sua extensão, além de podermos contemplar o movimento do tempo e das transformações que sucedem a cada geração. Sendo assim, a Capela do Bom Jesus é um lugar de especial relevância para a preservação da memória religiosa e cultural.

Imbuída pelos benefícios religiosos, culturais e sociais que a Capela do Bom Jesus da Cruz do Monte tem proporcionado a todos os bom-despachenses e visitantes desde a data de sua abertura ao culto no dia 14 de Setembro de 2008 a Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho juntamente com os moradores e devotos procuram meios para a conservação e manutenção do templo.

Neste ano em que nossa cidade comemora o seu ano centenário de emancipação, nós zeladores e representantes da sociedade bom-despachense reunidos no interior da Capela lançamos propostas para melhorar a conservação do templo e a acessibilidade das pessoas portadoras de necessidades especiais nas partes  externa e interna, no que irá melhorar a acomodação e a tramitação das pessoas que fazem uso do templo. 

Para colaborar com a conservação e restauração da Capela procure o escritório paroquial:
Paróquia Nossa Senhora do Bom Despacho 
Pça. da Matriz, 332 -Centro 
Cx. Postal 18 - 35600 - 000
Bom Despacho - MG
Tel: (031) 3521-2108